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FUNDAÇÃO MUSEU MARIANO PROCÓPIO (MAPRO) Circuitos do Museu Introdução
Obras de expoentes da pintura européia, como os franceses Charles François Daubigny (1817/1878) e Jean Honoré Fragonard (1732/1806) e o holandês Willem Roelofs (1822/1897) são destaques no acervo ao lado de trabalhos de brasileiros como Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843/1905), Rodolfo Amoedo (1857/1941) e Belmiro de Almeida (1858/1935). Esculturas e moldes de gesso, principalmente do século XIX, de artistas como Clodion, Marius Jean Mercié, Rodolfo Bernardelli, Modestino Kanto e José Otávio Correia Lima também se projetam no conjunto do Museu. Os trajes da coroação, da maioridade e do casamento de D. Pedro II e o traje de corte da Princesa Isabel são as mais significativas peças da indumentária expostas no Museu Mariano Procópio. O acervo mobiliário, que é considerado um dos importantes do país, destaca-se pela coleção de peças a partir do século XVI e até o século XIX, estas em grande parte adquiridas do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
Visitar o Museu Mariano Procópio é resgatar parte da essência cultural e histórica do Brasil, de Minas Gerais e de Juiz de Fora. Parte da vida colonial brasileira e do período imperial faz do acervo do primeiro museu de Minas Gerais, um dos instigantes e diversificados do país. 2) Circuito Histórico O Circuito Histórico do Museu Mariano Procópio reúne documentos, objetos e obras de arte que retratam inúmeros aspectos - econômico, social, político e cultural da história brasileira. Através de um acervo de peças raras, o público pode conhecer a trajetória do Brasil, desde o seu descobrimento até a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, passando pela Monarquia, o período das regências, a Incofidência Mineira, a Independência do país, até a fase da República Velha.
• Século XVI: Período da Descoberta do Brasil
A imaginária simboliza a religiosidade do colonizador e a fé na Virgem Maria, aqui representada pela N. S. de Presépio (foto), em barro cozido com policromia e N. S. da Cadeira, em madeira com policromia, trabalho de origem portuguesa. As telas Chefe Bandeirante, de Henrique Bernardelli, repre- sentando Fernão Dias Paes Leme e Bandeirante, de Rodolfo Amo- edo, representando Borba Gato, fazem alusão ao bandeirantismo de mineração do ouro e pedras preciosas. A sala possui 23 peças no total, entre elas medalhas comemorativas das invasões e comércio dos holandeses no Brasil e nas colônias espanholas, armas brancas e de fogo, usadas naquele período.
Destacamos o pequeno oratório doméstico mineiro chamado de lapinha ou joanino, feito em madeira com recortes e entalhes, douramento e policromia com figuras em calcita. Da primeira fábrica de porcelana dura do Ocidente, Meissen, expomos o casal vestido à moda francesa do Séc. XVIII. As palmas de altar, em madeira entalhada e sem policromia, eram usadas nas missas de defunto. Medalhas em prata e bronze, com efígie do rei D. João V, fazem alusão aos feitos de seu governo. Encontram-se nesta sala 41 peças. Século
XVIII: D. José I
A cômoda-papeleira é composta de cômoda e de uma papeleira na parte superior, foi muito usada a partir de 1750, servia para guardar roupas, documentos e valores diversos, algumas possuíam segredo, para maior segurança. Oratório pequeno sobre a cômoda compunha esse móvel, como o exposto. Os bancos, sem encosto, apresentam decoração de entalhes leves, pernas curvas e estofado em couro lavrado e tecido. As cadeiras são de espaldar retangular, entalhado e vazado, armações e pernas em curvas, assento em couro lavrado e estofado de damasco. Quadro com medalhas de metal e porcelana referentes ao governo de D. José I (1750-1777), ao terremoto de Lisboa (1755) e à morte do Marquês de Pombal (1782).
Ostensório e cálice em prata dourada, procedente do Convento de São Francisco em Alagoas. Busto do Marquês de Pombal em estilo neoclássico. Nesta sala encontram-se, no total, 17 peças.
Século
XVIII: Sala D. Maria I
• Século XVIII: Sala Tiradentes
Na vitrine, chave de Grangeot, instrumento para extrair dente; moedas de 1778 e 1786 e medalhas comemorativas do bicentenário da morte de Tiradentes (1792-1992). Um almofariz de bronze, sabres e fuzis completam a mostra.
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Século XVIII, XIX: Sala D. João VI No estilo D. João VI, de influência inglesa e francesa, mais sem nenhum luxo, temos o armário-baixo, mesa de encostar e cômodas, com decoração em frisos, leques, losangos, rosetas, triângulos de estrias concêntricas ou em ponta de diamante, puxadores em madeira e espelhos de fechaduras em osso e marfim.
Napoleão Bonaparte é lembrado nos sabres de dragão francês e oriental mameluco, no par de vasos e prato de porcelana de Sèvres, onde aparece a cavalo em campanha militar. Do Duque de Wellington, estadista e militar inglês, que comandou o exército anglo-luso contra as tropas napoleônicas que invadiram Portugal, expomos medalhas comemorativas de seus feitos militares.
Recentemente, o museu adquiriu um óleo, retratando D. João VI, com farda de almirante e condecorações. Castiçais
de bronze dourado, vasos de porcelana Império, escarradeiras, louças
inglesas "Serviço dos pombinhos" (traves- sa) e francesas,
completam esse ambiente séc. XIX, que possui, no total, 130 peças. Elas eram
desconfortáveis e balan- çavam, chegando a dar a sensação
de enjôo do mar nos passageiros. Quando o tempo era ensolarado,
esquentava devido ao teto de couro e ao chover as cortinas de pano eram
proteção precária. •
Século XIX: Sala D. Pedro I Trenós, consoles, mesa de encostar, em Estilo Império com o monograma PI, PL (de Pedro e Leopoldina) e Armas de Bragança. Em vitrine, ânfora Império com efígie de D. Pedro I, travessa comemorativa da Indepen- dência, pratos da Ilustríssima Câmara do Munícipio Neutro do Rio de Janeiro e louça da Marquesa de Santos.
Nas paredes, archas, sabres, espadas, espadins, bacamartes e fuzis do período. Gravuras de Dona Leopoldina, Dona Amélia e D. Pedro I, tapete persa de oração e medalhão com efígie de D. Maria II, rainha de Portugal, filha de D. Pedro I. Sobre os
móveis, conjunto decorativo de relógio e castiçais,
capacete da guarda de honra de D. Pedro I e bustos em bronze dos irmãos
Andrada, atuantes no processo de independência do Brasil, autoria
de Charpentier. Em duas salas estão expostos objetos que reconstroem parte da história do II Reinado.
Nas paredes, litografias da Família Imperial de D. Pedro II, quadro da Coroação de D. Pedro II, de Décio Vilares, armas brancas da Marinha e Exército e de Corte. Em vitrine,
insígnias, louças, cristais e prataria Bragantina.
Armários-baixos, mesas e cadeiras nos estilos Biedermeir, Neo-gótico e Luís Felipe.
• Século
XIX, XX: Sala República Velha Em vitrine, acessórios de fardamento da Guarda Nacional, quepe e dragonas, e do Almirante Saldanha da Gama - espadim, bicórnio, botão, emblema âncora e canhão. Pratos e copos franceses personalizados, do Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto, 1º e 2º presidentes do Brasil. Medalhas com efígies dos presidentes da República Velha, medalhão comemorativo do bicentenário do café no Brasil (1727-1927), moedas e placas comemorativas de feitos políticos e sociais.
Na parede, espadas e fuzis. Foto: Medalhão
comemorativo do Bicentenário da Entrada do Café no Brasil
em bronze. O café foi trazido da Guiana Francesa pelo militar sertanista
Francisco de Melo Palheta 3) Circuito Artístico
Introdução A Sala Maria
Pardos foi batizada em homenagem à esposa de Alfredo Ferreira Lage.
Espanhola de nascimento, Maria Pardos (foto) era pintora e teve decisiva
participação na criação do Museu Mariano Procópio.
Sua obra foi reconhecida pelos críticos da época e fartamente
divulgada pelos veículos de comunicação. Através
de seus desenhos e pinceladas, presentes nos retratos, cenas de gênero
e naturezas-mortas, muitos dos quais pertecentes ao acervo do Museu, é
possível conhecer aspectos sociais relevantes dos séculos
XIX e XX. Na Sala Maria Pardos, estão expostas 10 pinturas em óleo
sobre tela e um busto em gesso de Modestino Kanto. Galeria
Maria Amália Atualmente,
encontram-se neste ambiente só as ditas "Artes Maiores"
pintura e escultura, produzidas em meados do século XIX e início
do século XX. São pinturas de gênero, retratos, naturezas
mortas e paisagens de reconhecido valor estético, constituindo
fonte preciosa de informação de aspectos geográficos,
históricos, sociais e paisagistícos do passado, que nos
permitem comparações com os de hoje. Sala
Maria Pardos Através de seus desenhos e pinceladas, presentes nos retratos, cenas de gênero e naturezas-mortas, muitos dos quais se encontram no acervo do Museu, é possível conhecer aspectos sociais relevantes dos séculos XIX e XX. Na Sala Maria Pardos, estão expostas 10 pinturas em óleo sobre tela e um busto em gesso de Modestino Kanto. Foto: Auto Retrato Maria Pardos 4) Circuito História Natural As salas
passaram por modificações ao longo do tempo. Recentemente,
o setor foi reorganizado e voltou ao local de origem, à esquerda
do térreo, no Anexo. O mobiliário de época que abriga
as peças foi mantido, mas ganhou uma nova As Salas
de História Natural atraem um público variado mas encanta,
principalmente, as crianças, que podem conhecer de perto animais
empalhados com perfeição como, por exemplo, onça
pintada, tatu de rabo nu, jacaré de papo amarelo, lobo-guará,
lontra, macacos e aves. Outra preciosidade é a coleção
africana com crânios, chifres de animais e um O acervo reúne 1279 minerais e fragmentos de rochas, 50 fósseis, 527 excicatas do herbário (folhas de plantas), 55 vidros de carpoteca (coleção de frutos secos e sementes), 415 espécimes zoológicos, além de insetos. 5) Sala Família Ferreira Lage No hall de entrada, estão expostas peças que pertenceram aos Ferreira Lage.
Bustos em bronze de Mariano e Alfredo Ferreira Lage Vitrines contendo insígnia da Imperial Ordem da Rosa, escrivaninha e salva de prata com monograma MPFL, quadro decorativo feito com fios de cabelo escrevendo os nomes Mariano e Elisa, trabalho do francês Méziat, séc. XIX. Foto esmaltada de Elisa, por Lafon de Carmarsac, 1867, Paris. Sinetes com monograma AFL, de Alfredo Ferreira Lage. Estojo e chave comemorativa da inauguração da Galeria de Belas Artes Maria Amália, 1922, medalhas comemorativas sobre os Ferreira Lage e o museu.
Sala Viscondessa de Cavalcanti A sala possui no total 95 peças. |
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